FILOSOFIA CLÍNICA – prof. Gabriel Lima

Filosofia Clínica, inovação de considerável relevância na uso e na concepção da filosofia geral e, sobretudo na peculiaridade com a qual enfoca os indivíduos humanos. Passou a ser divulgada em meados da década de 1990 e vem conquistando um crescente número de adeptos e praticantes em diversas cidades do Brasil e inicia sua expansão em outros países. A Filosofia Clínica não é voltada só para filósofos, mas também destina-se a profissionais e estudiosos de outras áreas como saúde, educação e humanidades em geral.

Um dos elementos distintivos da Filosofia Clínica é o seu caráter prático-aplicativo. O exercício especulativo ganha pouco espaço se comparado ao uso prático adaptado de metodologias e conceitos oriundos de diversos pensadores e correntes filosóficas sempre destinados ao serviço de uma prática terapêutica e educativa. A resultante dessa composição tão diversificada que caracteriza a Filosofia Clínica está na vanguarda de nosso tempo histórico, destacadamente no que se refere à sensibilidade com que procura lidar com as pessoas. Nela cada indivíduo é concebido por uma perspectiva única desde sua comunicação até os elementos mais densos e abrangentes da existência. É a busca do autêntico respeito, de uma verdadeira alteridade, por uma efetiva deferência ao outro. Desconsidera, portanto, rótulos preestabelecidos acerca do indivíduo.

Ao observar a constituição e os potenciais da Filosofia Clínica assentados em seus princípios éticos e humanísticos como norteadores do árduo trabalho que é desbravar este mundo, pode-se vislumbrar um devir colorido por tons tão avançados que os nossos prismas contemporâneos não estão habituados a registrar. Inéditas configurações intelectivas e enfoques mais lúcidos estão sendo edificados por essa nova arquitetura filosófica.